O medo de traduzir errado está te impedindo de falar inglês
- Marina Sandeville
- 24 de ago.
- 2 min de leitura
Então chegou aquele dia em que você disse “pretend” como se fosse “pretender” e o professor te marretou com o tal do “não pense em português”. A reação do professor te fez morrer de vergonha e você agora vive com medo de qualquer palavra inglesa que pareça uma palavra em português.
Mas e se eu te mostrar um outro jeito de olhar pra isso?
Boa parte das vezes, a palavra é sim o que ela parece ser. Intelligent, hospital, hotel, piano, radio, crime… muitas delas têm até a mesma grafia.
Pensa comigo. Você não conhece todas as palavras em inglês. Quando alguém fala com você, você precisa deduzir algumas delas. E em grande parte das vezes, a semelhança é sua aliada nessa análise e vai te ajudar muito. Grande parte das vezes, vai te tirar de um aperto.
E aí te dizem pra jogar fora essa ferramenta super útil porque, em poucos casos, ela não vai funcionar.
Então vamos dizer que você estava conversando e usou uma palavra que é um falso cognato. A pessoa que te ouviu ficou confusa. E agora?
Ela vai te perguntar. Ou você vai perceber que algo se perdeu e vai reformular. Você não está falando com um livro, você está numa situação real de comunicação. Mal entendidos acontecem até mesmo na nossa língua mãe, nem sempre a comunicação é 100% perfeita. E tá tudo bem.
Também existem formas de você avaliar se aquela tradução faz sentido naquele contexto e diminuir a chance de cair em falsos cognatos. Isso é algo que eu ensino nas minhas aulas também. Mas o falso cognato não é um “erro grave”, ele é um processo natural da pessoa bilíngue, e aqui você não vai ser constrangido por usá-lo.
Comentários